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Anúncio VIANA FILHO IMOVEIS

Viana Filho Imoveis

Homem não é mais obrigado a dividir bens nem bancar a ex

A notícia de que o STJ (Superior Tribunal de Justiça)  decidiu que a partilha do patrimônio de casal que vive em união estável não é mais automática e que as partes vão ter de provar que contribuíram com dinheiro ou esforço para a aquisição dos bens vai mexer com a vida de muita gente. Essa mulherada que ainda acha que o que o homem tem de mais sexy é o cartão de crédito, o carro e o apartamento, vai acabar com uma mão na frente e outra atrás.

Se a bonita só entrar com a fachada na união estável, sem comprovar que suou a camisa (e não daquele jeito que vocês estão pensando), não terá direito ao patrimônio erguido só pelo cara. O mesmo, a princípio, deve vale para mulheres bem sucedidas. Caso seja ela a responsável exclusiva pela construção do patrimônio, se o fulano não comprovar que entrou com grana ou com esforço, vai ele para a rua da amargura.
No mínimo, é justo. Para se partilhar um patrimônio de casal que vive em união estável, o ideal é mesmo que cada  um prove que contribuiu com dinheiro ou esforço para a aquisição dos bens. Alguém aí pode berrar, dizendo que há muitas mulheres que abandonam a vida profissional para cuidar da família e dos filhos. A Justiça precisa olhar caso a caso, mas se dedicar exclusivamente ao lar não deixa de ser um baita esforço para o enriquecimento mútuo.
Por outro lado, acho que ex-marido pagar pensão à mulher pro resto da vida é uma aberração. O STJ vem, de fato, entendendo que a obrigação de pagar pensão alimentícia à ex-cônjuge é medida excepcional. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, em um um julgamento recente,  o STJ decidiu converter a pensão definitiva da mulher, de 55 anos, em transitória. Ela receberá quatro salários por apenas dois anos. Procurada, a assessoria de comunicação do STJ não tinha informações sobre o caso. Rosane Collor também teve de se contentar com uma pensão por apenas três anos paga pelo ex-presidente Fernando Collor.
As mulheres podem e devem bancar seu próprio sustento. No caso de Rosane Collor, ela teve direito a alimentos “compensatórios” por não ter trabalhado para seguir a vida política do ex. Mas até isso foi uma opção de vida dela. Depois não adianta chorar. É uma ótima lição para essa mulherada que quer viver à sombra do marido, achando que  é dele a obrigação de bancar a fofa a vida toda.
Agora, é bom que se diga e não custa lembrar: uma coisa é pensão para ex-mulher. Outra, muito diferente, é pensão para filho. Bancar a mulher não deve, mesmo, ser uma função do ex. Mas colaborar com o bem-estar das crianças que teve é, sim, obrigação do pai. Esse monte de homem que casa, faz filho, separa e se faz de morto na hora de pagar pensão para as crianças merece o que a lei destina a eles: cadeia.
R7

Crianças de creche de Águas Lindas recebem Ovo de Páscoa e cestas básicas



Crianças de creche de Águas Lindas recebem Ovo de Páscoa e cestas básicas

Rotary Clube de Taguatinga e sua Casa da Amizade levaram alegrias em forma de ovos da Páscoa para a Creche Grupos dos Anjos, em Águas Lindas de Goiás, nesta quarta, 1.e10563e7c17de516da6affac7a41e627_L
A campanha para a arrecadação dos ovos foi um empenho realizado pelas damas, rotarikidianos e rotarianos do Clube!
No dia da entrega as crianças esperavam ansiosas pela chegada dos ovos. Durante o recebimento cantaram e gritaram de alegria!! Os agradecimentos delas vieram em sorrisos, muitos beijos e abraços!!
Foi uma ação gratificante que faz Rotary Clube e Casa da Amizade de Taguatinga brilhar.
A creche está sem apoio e pede socorro. “Sobrevivemos de bazar de roupas usadas e de doações”. A presidente da creche comunitária Grupo dos Anjos, Fátima Rodrigues contou que a situação está precária e a creche está atendendo 30 crianças, com faixa de 01 a 10 anos com muita dificuldade.
No último dia 13 de março um grupo de rotarianos fizeram uma visita técnica no local para verificar uma melhor maneira de ajudar a entidade, João Lucas, Samaroni Branquinho, Marcos Leite, presidente do clube e mantenedora Cristina Pedra fizeram a avaliação.
A primeira providência foi levar cestas básicas, kits limpeza e higiene.
Na terça, 3 a técnica e mantenedora Cristina Pedra Gubert, diretora da Associação Comunidade Sustentável fez uma palestra no clube mostrando o caminho e se propondo a analisar os documentos da creche e traçar metas para incluir a creche nos projetos sociais do governo e resolver de vez as necessidades diárias.
Associação Comunidade Sustentável – objetivos e missão
A Associação Comunidade Sustentável, uma associação civil, sem fins lucrativos, com sede na Cidade Estrutural, vem desenvolvendo suas atividades desde janeiro de 2012, constituiu-se em sua previsão estatutária através de seus projetos e ações sociais, contribuir na construção de conceitos, saberes e práticas que possam basear e motivar as comunidades em situação de risco social, segurança alimentar e as que estejam sujeitas a todo tipo de violência e assim desenvolver atividades de inclusão social, geração de renda, acesso as políticas públicas de proteção social.
Com a missão de promover o desenvolvimento social, cultural e a sustentabilidade, por meio de ações educacionais e a prática da cidadania, do voluntariado, solidariedade, e valorização do potencial humano.
O trabalho realizado junto às creches comunitárias tem se desenvolvido com uma assessoria na defesa e garantia de direitos, orientando na organização e legalização destas associações para além de serem alcançadas pela proteção social, fortalecer junto à comunidade esses espaços de cidadania.
Parceria com o Rotary:
Desde 2013, na gestão Laura Nugoli, a Comunidade Sustentável vem recebendo ajuda do Rotary Clube Taguatinga com doação de cadeira de rodas para associada, ajuda com fraldas descartáveis para compor kit bebe entregue a mães em situação de dificuldades.
A parceria da Comunidade Sustentável com o Rotary Clube de Taguatinga no segmento de creches comunitárias iniciou com o trabalho junto ao Centro Comunitário Grupo dos Anjos em Águas Lindas, onde a Comunidade Sustentável atua com aporte nutricional e o oferecimento de cursos de artesanato sustentável gerador de renda para as mães.
Na cidade Estrutural a Comunidade Sustentável desenvolve ha aproximadamente dois anos, assistência as creches Brincando e Aprendendo, Alecrim e Esperança.

FOTOS: DIVULGAÇÃO E GETULIO ROMÃO
http://www.gazetadetaguatinga.com.br/clubes-de-servico/item/1922-criancas-de-creche-de-aguas-lindas-recebem-ovo-de-pascoa-e-cestas-basicashttp://www.gazetadetaguatinga.com.br/clubes-de-servico/item/1922-criancas-de-creche-de-aguas-lindas-recebem-ovo-de-pascoa-e-cestas-basicas

Opinião: Segurança Pública - ‘As pesquisas retratam a verdade ou mentira?’


Opinião: Segurança Pública - ‘As pesquisas retratam a verdade ou mentira?’

Preocupado com a Segurança Pública no Distrito Federal fiz um levantamento de alguns candidatos a Deputado Federal e Distrital que disputam a eleição de 2014 e aparecem em algumas pesquisas sempre bem colocados na frente e que trabalham ou trabalharam nesta área (Polícia Militar e Polícia Civil do DF) e analisei se realmente iríamos ter alguma mudança substancial nesta área que se encontra caótica.


Importante salientar que antes de fazer este artigo conversei com vários policiais civis e policiais militares para obter esta opinião.

"Alguns policiais civis informaram que a condição de votar num Distrital ou Federal seria a de que não fosse Policial Civil, uma vez que os que estão nada fizeram, isso também se enquadra para os policiais militares na mesma reciproca".

Temos candidatos em potencial em todos os partidos, cito alguns nomes que sempre aparecem em pesquisas tanto para Deputado Federal quanto para Distrital e peço desculpas aos demais candidatos desta área de segurança que não foram citados por não aparecem em nenhuma pesquisa:


Para Deputado Federal: Laerte Bessa (PR), Alírio Neto (PEN), Sandro Avelar (PMDB), Léo Moura (PPL), Neviton Sangue Bom (PMDB), Patríco (PT), Alberto Fraga (DEM).


Para Deputado Distrital: Milton Barbosa (PSD), Dr. Michel (PP),Mauro Cezar (PRP), Cleber Monteiro (PHS), Fernando Fernandes (PRTB), João Carlos Lóssio (PSDB), Claudio Abrantes (PT),Wellington Luiz (PMDB), Coronel Jooziel (PEN), Guarda Jânio (PRTB), Poliglota (DEM), Aderivaldo (PHS), Ricardo Pato (PR).


Se for observado em todos os nomes citados acima encontramos nomes conhecidos de outros governos e alguns nomes novos, que nunca se candidataram antes, porém com bastante vontade de representar sua categoria que acho justo, pois, ter compromisso com a categoria seria fundamental e verdadeiro para se obter uma excelente condução de sua legislatura. Porém alguns candidatos a própria categoria não apoia e nem acredita mais em suas promessas, e não tem apoio nenhum.


Alguns nomes já tem mandato como Alírio Neto, Patrício, Dr. Michel, Claudio Abrantes, Wellington Luiz, todos Distritais e outros já tiveram mandatos em governos passados como, Alberto Fraga e Laerte Bessa que foram Deputados Federais e vem tentando mais uma vez uma vaga na Câmara Federal.

Com uma equipe desta trabalhando em prol da sociedade do Distrito Federal dentro da CLDF e na Câmara Federal teríamos realmente uma melhora ou ficaríamos na mesma com relação a Segurança Pública? Esta é a pergunta. Delegados, agentes, coronéis, oficiais e etc, seriamos mesmo gerenciados com zelo e teríamos de verdade uma segurança melhor nos próximos 4 anos de mandato? Com a atenção necessária para população? Continuar com os mesmos ou dar espaço para os que estão entrando?

Fica as perguntas.....

Fonte: Informando e Detonando.

Que cidade é essa?


Por Chico Sant’Anna

Olhe a foto acima, de Orlando Brito, e responda rápido: que cidade é essa?
São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte?
Quem se deixou influenciar-se com os arranha-céus, pensando que a foto é de alguma metrópole tradicional do Brasil, errou.

A foto é da cidade projetada por Lúcio Costa, considerada revolução nos padrões do urbanismo e da arquitetura mundial, patrimônio da humanidade, mas que vem sendo vilipendiada todos os dias pela cobiça da especulação imobiliária.


Projetada inicialmente para ter prédios de no máximo oito andares – um terço a mais do que no Plano Piloto -, Águas Claras abriga espigões com até trinta andares. Foto de Chico Sant’Anna

A imagem é de duas cidades do Distrito Federal: Guará, em primeiro plano, e Águas Claras,em segundo. A primeira foi concebida para ter edifícios de, no máximo, seis andares e, a segunda, oito andares. Hoje, no Guará, há prédios de dez andares e de até de 30 andares, em Águas Claras.
Mesmo fenômeno de hiper-verticalização estão vivenciando cidades-satélites como o Gama, Samambaia, Ceilândia e Sobradinho. Espigões cortam os céus, sem que haja uma preocupação como que está na terra: redes de águas pluviais, abastecimento de água potável, captação de esgoto, coleta seletiva de lixo, estacionamentos, dimensões de ruas e avenidas, falta de transporte coletivo, escolas, centros de saúde, delegacias.

Estreitas ruas que atendiam a meia dúzia de casas, são agora obrigadas a receber o trânsito pesado de centenas, quem sabe milhares de carros. As cidades vão se imobilizando. Nem a pé se consegue andar, pois em muitas delas não sobrou espaço para o pedestre. Os muros dos condomínios vão até à linha limítrofe do meio-fio. Faltam calçadas, dispositivos de acessibilidade.

A substituição de casas por prédios de apartamentos é recomendada por muitos especialistas como uma forma de potencializar o uso da infra-estrutura já instalada e evitar que seja necessário transformar áreas verdes rurais em novas áreas urbanas, como é o caso da área de pesquisa da Embrapa Cerrados -no caminho de Planaltina – onde o GDF quer fazer um bairro residencial. Hoje, o Distrito Federal já ocupa, praticamente, a metade de seu território como área urbana.


Como se fossem tropas medievais, os espigões de Águas Claras parecem marchar sobre Brasília. Aos poucos o verde vai dando lugar ao cinza do concreto. Foto de Felipe Bastos.

Mas é excessiva a verticalização que está se fazendo. O volume de novas moradias e estabelecimentos comerciais irá extrapolar a capacidade física da infra-estrutura instalada, demandando mais investimento público. Olhando para o horizonte, percebemos uma massa de espigões que, como se fossem tropas medievais, parecem marchar sobre Brasília. Aos poucos o verde vai dando lugar ao cinza do concreto.


Áreas urbanas concebidas para receber apenas casas,estão sendo ocupadas por grandes prédios afetando toda a infra-estrutura e sistema viário existentes. Foto de Chico Sant’Anna

Aos poucos, o Plano Piloto vai ficando entrincheirado. Não bastasse a hiper-verticalização que se verifica nas cidades já existentes, a garra da especulação imobiliária, aliada à falta de ação – ou, quem sabe, conivência – do poder público, se lança sobre enormes áreas rurais. É o caso da chamada Oklândia, projeto do ex-senador cassado e preso Luiz Estevão que recebeu sinal verde do GDF de Agnelo Queiroz e que prevê o surgimento de uma cidade para quase um milhão de habitantes na faixa de terras rurais que vão de São Sebastião a Santa Maria. Local hoje destinado essencialmente à produção de hortigranjeiros que abastecem o Distrito Federal e nascentes d’água, tais como o Tororó e a cachoeira da Saia Velha.

O projeto inicial prevê edifícios de 15 andares, mas se Águas Claras começou com oito e chegou a 30 pavimentos, qual será o limite da Oklândia de Luiz Estevão?
Outras regiões, como o Taquari, na saída Norte de Brasília, e o Núcleo Rural Vargem da Benção – também rico em nascente que abastecem o Lago Paranoá -, próximo ao Recanto das Emas, estão na mira da mesma sanha avassaladora.

Na Vargem da Benção há produtores rurais assentados ainda por Juscelino Kubitschek e que estão ameaçados a dar lugar a um setor habitacional para 50 mil moradores num local que é classificado como Área de Proteção Ambiental – APA.

Veja aqui como é a Vargem da Benção

Arniqueiras – localizada entre o Park Way e Águas Claras-, que nem teve sua situação fundiária resolvida ainda, também está na mira das empreiteiras para receber prédios semelhantes aos de Águas Claras.

Espigões de Águas Claras cobiçam as terras de Arniqueiras, até outro dia, um setor de chácaras para a produção de hortigranjeiros. Foto de Cláudia Andrade.

Quem poderá dar um basta a tudo isso e fazer com que o crescimento de Brasília seja ordenado e planejado segundo os interesses de sua população? Ela mesma. São os moradores do Distrito Federal, pelo menos os que são maiores de 16 anos, que poderão, no próximo 5 de outubro dizer que Brasília desejam: se uma pauliceia poluída, engarrafada e sem qualidade de vida, ou a Brasília, cidade parque, idealizada por Lúcio Costa.

Tanto na eleição ao GDF, quanto à Câmara Distrital existem candidatos que defendem claramente esses dois pontos de vista. Existe a bancada da especulação imobiliária e a bancada do crescimento sustentável.

A escolha é sua, senhor e senhora eleitores.

Muito obrigado Agnelo, nós não sabíamos!






Por Ricardo Callado - A propaganda no horário eleitoral gratuito do governador e candidato à reeleição, Agnelo Queiroz (PT), é de boa qualidade. Se torna cansativa pelo longo tempo. São quase oito minutos de TV. O conteúdo mostra que Agnelo tem uma equipe de primeira por trás das câmeras. Experimentada em outras campanhas ao GDF. E que sabe mostrar ao eleitor aquilo que ele não sabia.

Se o (e)leitor não tem muito o que fazer e prestar atenção nos programas eleitorais, vai se sentir mais feliz. Serve como uma terapia. O programa eleitoral, principalmente de Agnelo, nos convence que moramos numa cidade em que quase inexistem problemas. Que tudo funciona bem.

Assistir o horário eleitoral vai fazer aumentar a autoestima do brasiliense. Aqui a saúde funciona bem. A educação é referência. E a segurança melhorou muito. Que o governo vem trabalhando muito para melhorar a vida do cidadão.

São obras e mais obras espalhadas por todo o Distrito Federal. Parece que mais de cinco mil obras. Se alguém duvidar, é pura má vontade. Será lançado um site nos próximos dias para listar todas elas. É coisa para São Tomé não duvidar.

Na televisão nós não sabíamos, mas no passado andávamos cabisbaixos, envergonhados e sem perspectiva de futuro. De quatro anos para cá tudo mudou. O povo de Brasília está mais feliz. A economia está pujante.

A propaganda nos sugere que precisamos ter orgulho e agradecer ao governo que nós temos. É quase uma obrigação, para não parecer mal-agradecidos. Estamos salvos do passado. É hora de pedir desculpas.

Nosso sistema de transporte passou por uma revolução e hoje não tem mais as latas velhas do passado. Tampouco os barões do sistema de transporte coletivo estão no comando. Tem ônibus de sobra e para todos. Novos e de qualidade. Nós não sabíamos. Mas essa é a realidade que é nos jogada na cara na propaganda eleitoral. Está certo que muitas linhas foram encerradas. Mas nem tudo é perfeito. Não se pode reclamar disso.

As vias da cidade não são mais as mesmas. Antes eram todas esburacadas, sem manutenção. Tudo mudou. Temos asfalto. E o governo trabalhando. Brasília hoje não tem mais buracos em suas ruas. Está tudo perfeito.

A corrupção, graças a Deus, acabou. Agnelo disse isso na TV. Que o povo não se preocupe, porque ele não vai deixar mais acontecer casos de desvio de dinheiro publico, obras superfaturadas ou corrupção. Isso é coisa do passado.

O Distrito Federal está livre de qualquer tipo de escândalo. Temos, finalmente, um governo honesto. Que sabe quais são as prioridades. Estádio de R$ 1,4 bilhão ou administradores presos é coisa da oposição. Dos que querem impedir as mudanças que fizeram nosso povo voltar a sorrir. Agnelo é o cara. E tem o apoio da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula. Todos do PT.

A economia está fantástica. As empresas não quebram mais. O governo paga em dia. Não existem rombos nos cofres públicos. A construção civil é um exemplo. Os canteiros de obras bombam aos quatro cantos do DF. Gerando empregos e movimentando a economia.

O programa eleitoral de Agnelo, como um soco na nossa cara, mostra que tudo isso vai continuar para melhor. E nos deixa confuso quando são divulgadas as pesquisas de intenção de voto e avaliação de governo. A rejeição alta que o governador Agnelo tem, segundo as pesquisas, só pode ser coisa de masoquista. De um povo que gosta de sofrer.

A TV nos mostra que vivemos quase no paraíso. O povo parece que não entende. Ou não quer entender. Parece que tem dificuldade de enxergar a realidade que nos é mostrada todos os dias na propaganda eleitoral. O povo é burro e ainda não percebeu as mudanças que aconteceram no Distrito Federal. Somos felizes, mas não sabíamos. Obrigado Agnelo!

blogs.maiscomunidade.com/blogdocallado/#sthash.MkwIKO6Y.dpuf

Candidato é preso com drogas


Por: Donny Silva 

Marcelo Valente, filiado ao Psol, foi flagrado por uma viatura enquanto usava substâncias ilícitas

Renato Souza


DIVULGAÇÃO

Dinheiro cocaína, maconha e latas de merla apreendidos pela Polícia Militar com o candidato a distrital Marcelo Valente (acima)
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) divulgou, ontem (21), uma nota com o posicionamento da legenda sobre a prisão do bancário e candidato a deputado distrital pelo partido, Marcelo Valente Nunes, 49 anos, na tarde de quarta-feira (20). Valente foi detido em flagrante após ser abordado por policiais militares na EPNB portanto oito latinhas de merla, uma porção de maconha, dois esqueiros e cocaína. A polícia encontrou ainda R$ 1,3 mil em espécie em posse do acusado. Ele foi liberado após prestar depoimento e assinar um termo circunstanciado.

Em nota, assinada por Juliana Selbach, presidente do Psol-DF, o partido afirma que o caso “se trata de uma questão de foro íntimo, sobre a qual o partido não tem qualquer responsabilidade”. O documento informa, ainda, que o Psol “defende a descriminalização dos usuários, o atendimento especializado na saúde pública e o combate ao tráfico de drogas”.



A redação do Alô Brasília tentou contato com o candidato, mas ele não foi encontrado para comentar o caso. A 27ª Delegacia de Polícia cuida do caso.

Subjetividade

A redação do Alô Brasília também tentou contato com o delegado responsável pela prisão do candidato do Psol, mas não obteve sucesso. Em conversa com outro delegado da 27ª DP, dr. Pablo Aguiar, foi questionado se a quantidade de drogas e dinheiro encontrado com Marcelo Valente não poderia configurar tráfico. O policial afirmou não poder comentar o caso específico por “não ter detalhes de como foi efetuada a prisão”, mas disse que o critério pode ser subjetivo.

“A autoridade policial se cerca de vários elementos para determinar se uma pessoa é usuário ou traficante, e não apenas a quantidade de droga apreendida. É preciso questionar o suspeito, levantar seus antecedentes, enfim, avaliar todas as circunstâncias que envolveram o ato da prisão”, afirmou Aguiar. Ele também disse que o Ministério Público ainda poderá alterar a configuração do crime para tráfico de drogas, caso considere necessário, quando o inquérito for encaminhado à Justiça.

Fonte: Jornal Alô

PT exige menção a Agnelo em campanha


Por: Donny Silva

Partido ameaça tirar tempo de TV de quem não mostrar apoio a majoritários
Millena Lopes

Com alta rejeição dos eleitores, o nome do governador Agnelo Queiroz (PT), candidato à reeleição, quase não tem aparecido no material de campanha da coligação Respeito por Brasília, principalmente no dos companheiros do próprio partido.

Por este motivo, os petistas foram notificados para que façam a correção o mais rápido possível, sob pena de perderem tempo de propaganda na TV. “E pode haver sanção maior, que pode chegar à suspensão da candidatura”, diz o presidente do PT-DF, deputado federal Policarpo, que também tenta a reeleição.

“Tem que ter pelo menos 10% de espaço para os majoritários”, explica Policarpo. “O PT-DF baixou uma resolução e mandamos carta registrada para cada candidato”. O prazo, segundo ele, não foi especificado, mas os materiais de campanha serão observados pelo diretório regional. “No primeiro momento, vamos tirar o tempo de TV”, ameaça.

Para o presidente do PT, mais importante que as candidatura dos proporcionais é a dos majoritários. “Estamos numa coligação cujo objetivo central é ganhar o governo. Nós temos um projeto, que é a eleição da Dilma (Rousseff, presidente e candidata à reeleição) e do Agnelo”, opina Policarpo.

Velocidade atrapalha

A campanha do distrital Patrício (PT) diz que ainda não foi notificada sobre a orientação do partido. Mas garante que apenas o material confeccionado antes do dia 10 de julho não menciona os majoritários. O petista frisa que a legislação não obriga que os proporcionais façam a citação, mas que suas placas obedecem à orientação do partido.

“Apenas nas placas que ficam em vias expressas têm cavaletes sem menção aos majoritários”, argumenta Patrício. “O espaço é pequeno e os carros passam em velocidade alta”, explica.

Alto índice de rejeição

Sem se identificarem, assessores de candidatos petistas dizem que associar o nome dos políticos à imagem do governador Agnelo Queiroz não tem sido bom negócio, considerando o alto índice de rejeição do petista. A última pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que 48% dos eleitores do DF não votariam nele de jeito nenhum. A direção do partido, no entanto, segundo dizem os assessores, têm obrigado os candidatos até a gravarem seus programas de TV no mesmo estúdio, para garantir a “identidade visual”.

Saiba mais

O Jornal de Brasília já havia mostrado, na edição do dia 25 de julho deste ano, que o PT vive uma crise de imagem. E que, na tentativa de se desvencilhar da já velha forma de fazer política, candidatos petistas eram, inclusive, orientados por suas equipes de marketing a se vestirem com mais sobriedade, livrando-se, principalmente, da famigerada cor vermelha.
Fonte: Jornal de Brasília

Avião: PF vai investigar se avião foi comprado com uso de caixa dois


Avião: PF vai investigar se avião foi comprado com uso de caixa dois






Depois de se deparar com uma empresa de fachada e empresários sem condições econômica para comprar um avião de R$ 18,5 milhões, a Polícia Federal vai apurar se a aeronave que caiu com o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) foi comprada com dinheiro de caixa dois de companhias ou do próprio partido.

O avião pertence ao grupo A. F. Andrade, dono de usinas de açúcar que está em recuperação judicial, com dívidas de R$ 341 milhões.

No dia 15 de maio deste ano, um empresário de Pernambuco e amigo de Campos, João Carlos Lyra de Melo Filho, assinou um compromisso de compra da aeronave e posteriormente indicou as empresas BR Par e a Bandeirantes Pneus para a assumir dívidas de US$ 7 milhões (R$ 16 milhões) junto à Cesnna...

Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13

A BR Par não existe no endereço que aparece no seu registro na Junta Comercial, na avenida Faria Lima, em São Paulo. Já a Bandeirantes foi recusada pela Cessna por falta de capacidade econômica.

MAIS SUSPEITAS

Além do limbo jurídico sobre quem é o dono do avião, há também suspeitas de crime eleitoral. Para justificar o uso do jatinho perante o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a campanha do PSB precisaria apresentar em sua prestação de contas documentos que não existem.

Para poder transportar o candidato até que a documentação fosse transferida para aliados de Campos, o avião precisaria ter sido doado para a campanha do PSB.

A lei eleitoral permite a doação dos chamados bens permanentes –avião ou carro. "Mas a doação precisa constar de um contrato, com a emissão de recibo eleitoral pela campanha", diz Katia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral. "Esse contrato precisa ser feito antes da doação."

Segundo Ricardo Tepedino, advogado do grupo AF Andrade, não houve doação.

Pela lei, a campanha precisará explicar como bancou todas as despesas com voos, estimadas em R$ 1,2 milhão.

Na primeira parcial de prestação de contas, não há nenhuma despesa relacionada ao avião. A campanha, porém, poderá prestar contas até 25 de novembro, se houver segundo turno.

O custo da operação do jato foi calculado pela reportagem com base em uma análise dos planos de voo, aos quais a Folha teve acesso.

Em quase três meses, o Citation pousou em 34 aeroportos distintos, contabilizando 118 horas de voo.

Foram analisados os voos realizados desde o dia 15 de maio, quando o avião passou a ser usado exclusivamente pela campanha, até 13 de agosto, dia do acidente.

Se tivesse contratado empresa de táxi aéreo, a campanha teria gasto R$ 1,7 milhão. O custo é maior por incluir a margem de lucro.

A hora de voo do Citation XL custa em média R$ 14.500. Para um operador privado, o custo operacional é de cerca de R$ 10.000.

Para não configurar crime eleitoral, todas as despesas de combustível, salário de piloto e manutenção precisam ser pagas com notas emitidas em nome da campanha.

Reportagem do jornal "O Globo" revelou que no aeroporto Santos Dumont as despesas de apoio em solo foram pagas pela Lopes e Galvão, empresa com sede em uma escola infantil de Campinas.

"Se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico", diz Kufa. Para ela, Marina pode ter a candidatura cassada e se tornar inelegível se as contas forem rejeitadas.

OUTRO LADO


Em entrevista coletiva após evento de campanha no Recife (PE), Marina Silva e seu vice, Beto Albuquerque, foram questionados sobre a propriedade do jatinho. Albuquerque disse que as informações necessárias estão sendo apuradas e que ele também quer "justiça". "Queremos saber, e ainda não foi explicado, como esse avião caiu e matou o nosso líder", afirmou o deputado. Marina não comentou.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Quem é o dono do avião? O avião está registrado na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em nome do grupo A. F. Andrade, que tem sede na cidade de Ribeirão Preto (SP)

A aeronave foi vendida? Em 15 de maio, um empresário de Recife, João Carlos Lyra de Melo Filho, assinou um compromisso de compra da aeronave, mas as empresas que ele indicou para assumir uma dívida de US$ 7 milhões junto à Cessna não foram aprovadas. O grupo A. F. Andrade afirma que recebeu cerca de R$ 2,5 milhões e que conseguiu transferir a dívida que tinha junto à Cessna

Quem pagou? O grupo A. F. Andrade não revela de quem recebeu os R$ 2,5 milhões

O pagamento foi feito em dinheiro? Segundo o grupo A.F. Andrade, foi feita transferência bancária

O PSB podia usar o avião? O partido pode receber como doação o uso do avião desde que arque com as despesas, de acordo com a lei eleitoral. O candidato a vice de Marina Silva, Beto Albuquerque, diz estar certo de que houve uma doação para a campanha

Alguém doou o avião à campanha? O grupo A. F. Andrade diz que não doou nada para a campanha de Campos. Na prestação de contas da campanha também não consta nenhuma doação de aeronave

Quanto custa o jatinho? Cerca de R$ 18,5 milhões

O advogado Ricardo Tepedino, que nega ter havido doação

Fonte: Por MARIANA BARBOSA e MARIO CESAR CARVALHO, portal UOL - 24/08/2014 

Presidente Dilma Roussef Candidata a Reeleição

Presidente Dilma Roussef Candidata a Reeleição

Campanha: Dilma muda o tom e reconhece que a Petrobras não está imune à corrupção
Em entrevista no Palácio da Alvorada convocada por sua campanha, presidente afirmou que a empresa é maior do que funcionários que cometeram crimes.




A presidente Dilma Roussef candidata a reeleição durante entrevista coletiva no Palácio da Alvorada (Ed Ferreira/Estadão Conteúdo)

A presidente Dilma Rousseff mudou o tom diante das irregularidades na gestão da Petrobras no governo do PT. Neste domingo, em entrevista coletiva convocada por sua campanha à reeleição, a presidente-candidata foi questionada sobre as consequências da delação premiada aceita por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal preso na operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Dilma não comentou diretamente a delação, mas adotou um discurso diferente do que vinha repetindo nas últimas semanas: "Se pessoas cometeram erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção, isso não significa que as instituições tenham feito isso. Não se pode confundir as pessoas com as instituições", disse ela, que até agora costumava apenas criticar o "uso eleitoral" das denúncias envolvendo a Petrobras...

Dilma também afirmou que não há instituição imune a irregularidades. "Nas empresas, inclusive nas que vocês trabalham, pode ocorrer isso. Não existe nenhuma instituição acima de qualquer suspeita quando se trata de seus integrantes", afirmou.
A presidente comentou ainda uma afirmação dada por Marina Silva, candidata do PSB. Em um comício no Recife neste sábado, a sucessora de Eduardo Campos afirmou que o presidente da República não precisa ser um gerente. Dilma respondeu: "Essa história de que o governo não precisa de ter cuidado com a execução de suas obras ou obrigação de entregá-las é uma temeridade". A presidente disse que isso é algo de quem "nunca teve experiência administrativa" e fez uma ironia: "Acho que o pessoal está confundindo o presidente da República com algum rei ou rainha de algum país constitucional".

As declarações de Dilma foram dadas em uma rápida entrevista coletiva convocada por sua equipe da campanha e realizada no Palácio da Alvorada, a residência oficial da presidente. Os pronunciamentos diários da petista se tornaram rotina nessa época de eleição, mesmo quando não há anúncios a fazer. Neste domingo, por exemplo, Dilma abriu a coletiva anunciando que almoçaria em seguida com Lira Neto, autor da biografia do ex-presidente Getúlio Vargas.

A presidente afirmou que "algumas medidas" de Vargas foram importantes, como a criação da Petrobras e da Vale. Ela também disse que o líder gaúcho terminou a vida como "um grande democrata".

Fonte: Por GABRIEL CASTRO, de Brasília - revista Veja 

Eventos marcam os 60 anos do suicídio de Getúlio Vargas


Eventos marcam os 60 anos do suicídio de Getúlio Vargas
No Museu da República e no Memorial, na Glória, haverá filmes e mesas-redondas
O DIA

Seminário sobre o ex-presidente será no Memorial Getúlio VargasFoto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Rio - Neste domingo, completa 60 anos do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas. A data vai ser lembrada com uma série de eventos na cidade. No Museu da República, no Catete, às 18h30, haverá a projeção do filme ‘Getúlio’, de João Jardim. Na terça e na quarta-feira, as pessoas poderão assistir a um seminário sobre o legado do político que criou a legislação trabalhista no país. O evento vai acontecer no Memorial Getúlio Vargas, na Glória.

No primeiro dia, terça-feira, a mesa-redonda começa às 10h, com o tema ‘O mundo do trabalho na Era Vargas’. Vão participar os professores Andréa Casa Nova Maia, da UFRJ, e Marcus Dezemone, da UFF.
Às 14h, será a vez de falar sobre ‘ Imagens e representações do poder’ no período getulista. Será feita apresentação sobre a propaganda política durante o Estado Novo (1937-1945) por Licia Rubinstein, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesta mesma mesa, haverá a discussão sobre o primeiro governo Vargas e a valorização do passado histórico brasileiro. Às 16h30, haverá a exibição do documentário ‘Getúlio Vargas’ (1974), da diretora Ana Carolina Teixeira Soares. No dia 27, às 9h30, também no Memorial, na Glória, haverá uma mesa-redonda sobre ‘Cultura e Arte no Estado Novo’. Vão participar deste evento, para falar sobre o cinema, a arte e a música nesta época, os professores Wolney Malafaia, do Colégio Pedro II, Luiz Otávio Braga, do Instituto Villa Lobos/Unirio e Guilherme Motta, da Universidade Veiga de Almeida.

Foto: Arte: O Dia

Às 14h, o tema será ‘Intelectuais e patrimônio Histórico no Brasil — a construção de um conceito’. Estarão presentes os professores Sérgio Montalvão (UFF), Vanuza Braga, do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, e Joaquim Justino Moura dos Santos, da Unirio. Na quarta, às 16h30, será realizada uma cerimônia de encerramento, com a presença de Celina Vargas do Amaral Peixoto, neta de Getúlio.


Dilma dribla perguntas sobre Marina e defende "prestação de contas" na campanha

Dilma dribla perguntas sobre Marina e defende "prestação de contas" na campanha
Sem citar os nomes de Marina Silva e Aécio Neves, Dilma rebateu críticas dos adversários

por Guilherme Mazui

A presidente Dilma Rousseff (PT) evitou, neste domingo, comentar o cenário da corrida eleitoral após a entrada oficial de Marina Silva (PSB) na disputa pelo Planalto.

— Estou muito mais preocupada com a minha campanha — afirmou, ementrevista coletiva concedida no Palácio da Alvorada.

A presidente destacou a necessidade de aproveitar a propaganda eleitoral na TV, onde dispõe de mais tempo do que os rivais, para fazer uma "prestação de contas" do seu governo.

— Hoje, uma filha de pedreiro pode virar doutora. Hoje, você vê uma empregada doméstica viajando de avião — disse Dilma.

Sem citar os nomes de Marina Silva e Aécio Neves (PSDB), Dilma rebateu as críticas dos adversários, que questionam sua capacidade de gestão, em especial pelo ritmo baixo da economia, e a necessidade do país ser governado por uma "gerente". Para a petista, é fundamental concluir obras de rodovias, aeroportos, portos e ferrovias, além de acompanhar os programas sociais.

— O pessoal está confundindo o Presidente da República com algum rei ou rainha de um país com monarquia constitucional, onde, de fato, ele só tem o poder de representação. Não é questão de ser gerente ou não, um presidente é executor também.

A presidente ainda preferiu não comentar, ao ser questionada, se Marina, ministra do Meio Ambiente por cinco anos durante o governo Lula, era uma boa gestora.

Petrobras
Dilma também evitou comentar a decisão do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que aceitou colaborar com a Polícia Federal para ter uma eventual pena atenuada. A presidente voltou a defender a imagem da petroleira.

— O Brasil e nós todos temos de aprender que, se as pessoas cometeram erros, atos de corrupção, isso não significa que a instituição tenha feito isso.

Getúlio Vargas
No dia em que se completa 60 anos da morte do ex-presidente Getúlio Vargas, Dilma convidou para almoçar no Alvorada o escritor Lira Neto, biógrafo de Vargas. Dilma elogiou ações do político gaúcho, como a criação da Petrobras e o incentivo para siderurgia nacional. Para ela, o suicídio do ex-presidente, em agosto de 1954, evitou o golpe militar dado 10 anos mais tarde.

— O ato de Getúlio (o suicídio) desafiou o Brasil inteiro, provocou comoção nacional. Ele evitou o golpe que ocorreu 10 anos depois.

Getúlio Vargas: 60 anos do suicídio do ex-presidente


Getúlio Vargas: 60 anos do suicídio do ex-presidente


“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História”. A frase, uma das mais célebres passagens da história política brasileira, encerra acarta-testamento deixada por Getúlio Vargas. Há 60 anos, no dia 24 de agosto de 1954, o então presidente tirou a própria vida em meio à pior crise enfrentada em seus anos de atuação política.

Uma reunião com os ministros no Palácio do Catete varou a madrugada e decidiu que Getúlio se afastaria do governo por três meses para dar lugar ao vice, Café Filho. Após o fim da discussão, já com o dia claro, o político se recolheu ao seu aposento. Por volta das 8h35, o barulho de um tiro ecoou pelo palácio. Seu filho Lutero correu para o quarto, seguido pela esposa de Vargas, Darcy, e a filha Alzira.

"Getúlio estava deitado, com meio corpo para fora da cama. No pijama listrado, em um buraco chamuscado de pólvora um pouco abaixo e à direita do monograma GV, bem à altura do coração, borbulhava uma mancha vermelha de sangue. O revólver Colt calibre 32, com cabo de madrepérola estava caído próximo à sua mão direita". É assim que Lira Neto descreve o cenário da morte de Vargas no terceiro volume da série biográfica Getúlio.

A carta-testamento de Getúlio Vargas, que seria transmitida durante aquele dia pelas rádios em todo o território nacional, foi encontrada em um envelope, encostada ao abajur da mesinha da cabeceira da cama do então presidente. Nos apontamentos do biógrafo, o texto, originalmente esboçado por Getúlio, teve sua versão final passada na máquina de escrever pelas mãos de um amigo, José Soares Maciel Filho, já que o ex-presidente não sabia datilografar. O rascunho da carta havia sido encontrado no dia 13 de agosto pelo major-aviador Hernani Fittipaldi, um dos ajudantes de ordem de Getúlio, enquanto arrumava a mesa do presidente.

Assustado com o conteúdo do manuscrito, ele entregou o papel à Alzira, que questionou o pai. “Não é o que estás pensando, minha filha. Não te preocupes, foi um desabafo”, se esquivou Vargas. Essa porém não foi a primeira vez que Getúlio fez menção ao suicídio. Em suas anotações pessoais ele já havia cogitado tirar a vida em outros momentos de sua jornada política.

A primeira delas foi quando chegou ao poder em 1930. Naquela data, enquanto se encaminhava para a sede do governo, se disse disposto a não retornar com vida ao Rio Grande caso não obtivesse sucesso na empreitada. Era a primeira anotação pessoal que fazia no diário que carregou para o resto da vida. Lira Neto considera que a diferença em 1954 é que Getúlio se viu encurralado e não conseguiu contornar a crise como das outras vezes. Confira em vídeo trecho da entrevista com Lira Neto:

A notícia circulou rapidamente pelo país. Um dos principais programas jornalísticos da época, oRepórter Esso, transmitiu a notícia acompanhada da leitura da carta, na voz do locutor Heron Domingues. Ouça o áudio com trecho da carta lida na Rádio (o áudio não foi conservado na íntegra):

http://www.ebc.com.br/noticias/politica/2014/08/getulio-vargas-60-anos-do-suicidio-do-ex-presidente

Eleitores do Rio denunciaram 3.158 casos de propaganda irregular este ano


Eleitores do Rio denunciaram 3.158 casos de propaganda irregular este ano
Eleitores do Rio denunciam 3.158 casos de propaganda irregular este ano

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já recebeu este ano 3.158 denúncias de propaganda eleitoral ilegal, das quais 1.870 se referem a faixas, cartazes e panfletos colocados de forma irregular em vias públicas. Os dados foram divulgados hoje (21) pela Justiça Eleitoral.

Somente nos 20 primeiros dias de agosto, o sistema e-Denúncia do TRE-RJ recebeu 1.316 novas queixas de propaganda eleitoral irregular. O município do Rio ocupa a liderança do total das ocorrências, com 2.054 queixas, seguido de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com 142 registros; e São Gonçalo, na região metropolitana, com 114 reclamações.

Falando à Agência Brasil, o sociólogo Luiz César de Queiroz Ribeiro, professor do Observatório das Metrópoles, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que “é extremamente importante que a população exerça essa função de monitoramento da observância das regras eleitorais”. Para ele, ao assumir o papel de fiscal, a população contribui para reduzir as desigualdades na eleição, vez que os mais poderosos costumam ser também os mais descumpridores das leis eleitorais.

O sociólogo salientou que as regras foram estabelecidas para gerar uma competição minimamente equilibrada. “Não cumprir as regras faz com que as diferenças de poder e de capacidade econômica que já existem na sociedade acabem se traduzindo, no processo eleitoral, em uma situação de competição desigual”.

As irregularidades podem ser denunciadas pelo sistema e-Denúncia, no site do TRE-RJ, ou pelo Disk-Denúncia (21) 2253-1177. O sigilo do denunciante é garantido, disse a assessoria de imprensa do tribunal. As reclamações são encaminhadas para a Coordenadoria de Fiscalização da Propaganda Eleitoral.

Entre as irregularidade que podem ser denunciadas também estão o abuso de poder econômico e político, a captação ilícita de sufrágio e o uso da máquina pública, entre outras. Os candidatos que infringem as regras estão sujeitos a penalidades que vão de multa a cassação de registro da candidatura ou do diploma de eleito. De acordo com o TRE-RJ, o total de multas aplicadas aos candidatos ao governo do Rio, até o momento, soma R$ 2.788.594.

Editor: Davi Oliveira
Direitos autorais: Creative Commons 

Vitor Paulo incentiva a construção de casas populares


Vitor Paulo incentiva a construção de casas populares



O parecer favorável do deputado Vitor Paulo (PRB) ao Projeto de Lei 6.083/2013, que isenta da contribuição à Seguridade Social as obras de habitação popular foi aprovado, por unanimidade, nesta quarta (6), na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. De acordo com o republicano, o incentivo estimulará as Companhias de Habitação Popular Brasileiras-COHAB’s de todo o país a construir mais moradias para as pessoas de baixa renda.

“A moradia é um direito social previsto no art. 6º de nossa Carta Magna. A isenção, até então, estava restrita apenas às habitações populares construídas pelo próprio dono ou em regime de mutirão. No entanto, o regime de mutirão quase inexiste porque as pessoas de baixa renda não possuem disponibilidade de tempo, e muitos não contam com a qualificação necessária para a edificação de construções. Diante da nova realidade do país, é imprescindível que a legislação previdenciária seja atualizada”, explicou.

O presidente da Companhia Habitacional Regional de Ribeirão Preto, Silvio Geraldo, destacou que a isenção permitirá uma melhor gestão dos recursos. “As COHAB’s são empresas públicas que trabalham para pessoas de baixíssima renda. Todas as vezes que há imposições, sejam tributárias ou burocráticas, há um impedimento ao órgão que deixa de fazer mais”, ponderou.

Marcírio Machado Sobrinho, da Companhia de Habitação do Paraná (COHAPAR), elogiou a sensibilidade do deputado Vitor Paulo em entender a importância desse incentivo para o brasileiro de baixa renda. "Infelizmente, os burocratas engessam a máquina pública para os órgãos públicos. Tivemos que travar uma guerra muito grande, por uma causa que é justa. Esse dinheiro economizado será canalizado para resolver o problema de outras pessoas”, comemorou.

O projeto segue agora para a apreciação da Comissão de Finanças e Tributação (CFT).

Por Mônica Donato

Vitor Paulo apoia projeto de lei que inclui o turismo como direito fundamental do Idoso


Vitor Paulo apoia projeto de lei que inclui o turismo como direito fundamental do Idoso


   O deputado republicano Vitor Paulo, presidente da Frente Parlamentar em Apoio ao Idoso, declarou em entrevista à TV Câmara, nesta sexta (22), ser favorável ao projeto de lei que altera o Estatuto do Idoso para inserir o turismo como direito fundamental. O parlamentar, porém, destacou que parte das prioridades destinadas aos mais velhos ainda não estão sendo cumpridas.

Para o deputado, o Estatuto do Idoso é uma das leis mais bem elaboradas da legislação brasileira, mas há baixa aplicabilidade. “Os idosos não estão tendo o básico, como o acesso à saúde e à educação. As maiores violências com os idosos acontecem dentro de casa, são violências domésticas de todo o tipo: solidão, abandono, distrato, tortura psicológica etc. O respeito aos idosos depende de um conjunto de fatores que devem ser trabalhado pelo Estado, a sociedade e a família”, afirmou.

Vitor Paulo destacou sua preocupação com a pessoa idosa de baixa-renda e, sobretudo, da zona rural, que sofre muito com o analfabetismo, a falta de orientação e de saúde básica. “O Congresso Nacional tem uma dívida muito grande para com os aposentados, profissionais que trabalharam a vida toda, mas não conseguem chegar à “melhor idade” com tranquilidade financeira. Pesa sobre eles a cobrança do Fator Previdenciário, contribuição que já fizeram durante toda sua vida laborativa. Trabalhamos na Câmara pela extinção da contribuição” explicou.

O parlamentar lembrou que 11% da população brasileira é de idosos e que a expectativa é que esse número aumente significativamente até 2050. Vitor Paulo considera que o PL 7534/2014 beneficia o mercado de turismo nacional, no entanto, com a atual condição financeira do aposentado brasileiro, não sobra dinheiro para as atividades de lazer e turismo.

Sobre o projeto 

O PL 7534/2014, de autoria do deputado Helcio Silva, altera a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 – Estatuto do Idoso, para inserir o turismo como direito fundamental do idoso e o dever do Poder Público em estimular o desenvolvimento de mercado turístico nacional para este segmento. A proposta será analisada pelas comissões de Turismo; Seguridade Social e Família e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Por Mônica Donato
Foto: Agência Câmara

Getúlio, ame-o ou deixe-o


SIMON PLESTENJAK/ FOLHA PRESS
Em 3 volumes, o jornalista escreveu a história da infância aos derradeiros anos de GV

Getúlio, ame-o ou deixe-o
Lira Neto, autor da biografia de Vargas diz que o maniqueísmo ronda a figura do presidente morto há 6 décadas


Por Tory Oliveira

Passados quase 60 anos, o fantasma de Getúlio Vargas continua rondando o País. Morto em 25 de agosto de 1954 após dar um tiro no peito, Getúlio saiu da vida para entrar para a história como uma das figuras mais polêmicas e contraditórias da política brasileira, capaz de inspirar paixões e ódios igualmente extremados Brasil afora. Prova de sua força é a crítica causada pelo lançamento da biografia Getúlio, escrita pelo jornalista cearense Lira Neto e publicada pela Cia. das Letras. O escritor, que tanto na escola quanto na universidade teve contato com versões negativas do ex-presidente, tomou para si a missão de produzir uma biografia moderna, exaustiva e tão isenta quanto possível de Getúlio Vargas.

Imaginada em três volumes, dois dos quais já chegaram às livrarias, Getúlio é fruto de cinco anos de pesquisas, em que o autor examinou cartas pessoais, memorandos oficiais, diários íntimos, autos judiciais, notícias de jornal, além de fazer entrevistas e colher depoimentos. O primeiro livro, Getúlio: 1882-1930 – Dos anos de formação à conquista do poder, narra a infância no interior do Rio Grande do Sul, os primeiros contatos com a política brasileira e sua chegada ao poder em 1930. Já o segundo volume, 1930-1945 – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo, dá conta dos 15 anos em que Vargas esteve no Palácio do Catete como chefe do governo provisório, constitucional e, por fim, como ditador. O último livro, previsto para ser lançado em 2014, trata da volta de Getúlio ao poder em 1950 e de seus derradeiros anos. Lira Neto, para quem o livro pode ser útil aos professores de História por apresentar uma visão polifônica da história do político, concedeu entrevista a Carta na Escola por e-mail.

Carta na Escola: Getúlio Vargas ainda é uma das mais importantes e controversas figuras da história do Brasil. Como nasceu seu interesse em biografá-lo?

Lira Neto: Sempre me inquietou o fato de Getúlio Vargas, esse nome fundamental da história brasileira, não ter sido, até então, alvo de uma biografia moderna e exaustiva. Certa feita, li um texto assinado pela cientista política Maria Celina Soares D’Araújo que tratava exatamente dessa questão. Ela sublinhava que a maior parte dos escritos a respeito da trajetória pessoal de Getúlio situava-se na esfera da ficção, e não da narrativa historiográfica ou jornalística.

CE: Parte dos livros didáticos de História adota um viés marxista de valorizar as estruturas e conjunturas da época em detrimento do indivíduo. Nos seus livros, o indivíduo, o ator, fica em evidência. Por quê? Houve resistência às obras por conta dessa característica?

LN: Uma biografia, por essência, busca compreender como as ações de determinado indivíduo e, ao mesmo tempo, o contexto no qual ele viveu se impactaram mutuamente. Da mesma forma que não faz sentido imaginar a história de um personagem desvinculada da estrutura social, econômica e histórica de sua época, também é empobrecedor compreender a vida desse mesmo indivíduo circunscrita aos limites de determinismos de qualquer espécie. Os dois primeiros volumes da biografia de Getúlio foram recebidos de forma bastante generosa pela crítica especializada, inclusive acadêmica. Um dos maiores historiadores brasileiros da atualidade, Boris Fausto, assina a quarta capa do primeiro tomo. A doutora Maria Celina D’Araújo, a orelha do segundo. O terceiro terá na quarta capa uma recomendação do historiador Kenneth Maxwell, da Universidade de Harvard.

CE: De que maneira os livros podem ser aproveitados, na escola, por professores e alunos nas aulas de História? E quais contribuições a obra pode trazer para o ambiente de sala de aula?

LN: Penso que o livro pode ser útil na medida em que expõe, digamos, uma visão polifônica da trajetória de Getúlio, fugindo ao maniqueísmo típico que ronda o personagem. A utilização de um conjunto plural de fontes – incluindo charges de época, canções e obras literárias – também pode contribuir para a compreensão da história como algo vivo e pulsante.

CE: De que forma sua formação como jornalista o ajudou na feitura da biografia?

LN: Sempre digo que sou, essencialmente, um repórter. Escrevo longas reportagens históricas. Nesse sentido, valorizo a narrativa e a obrigação de escrever para um público heterogêneo, decodificando conteúdos complexos para um público não necessariamente especializado. O grande desafio para um jornalista é saber transmitir informações e ideias de forma legível e atraente, sem que isso signifique a simplificação do tema e, nesse caso, afrouxar mão no necessário rigor no trato com as fontes históricas.

CE: Existe certo preconceito ou desconfiança por parte de historiadores quando um jornalista se propõe a tarefa de realizar uma biografia histórica?

LN: Certa tensão aqui e acolá ainda existe entre historiadores e jornalistas que trabalham com temas históricos, e não passa disso: preconceito mútuo. Os jornalistas precisam aprender muito com os historiadores sobre o trabalho com as fontes documentais. E os historiadores, talvez, precisem compreender as especificidades do trabalho jornalístico, que sustenta uma preocupação básica com a questão da recepção, isto é, com o leitor. São trabalhos de naturezas distintas, com motivações e alvos diferentes, mas não necessariamente antagônicos.

CE: Apesar de ser, de certa forma, um mito, a busca pela imparcialidade é pilar forte do jornalismo. Diante de uma figura tão controversa e alvo de tantas paixões e ódios como Getúlio, de quais ferramentas o senhor lançou mão para buscar essa imparcialidade?

LN: Obviamente, a objetividade é um mito, uma falácia. Porém, isso não exime o jornalista do dever prioritário de buscar incessantemente a isenção possível. Na prática, isso se estabelece no confronto e na exposição das várias narrativas disponíveis a respeito do que se considera um “fato”. Isso, é claro, pressupõe buscar entender os mecanismos da própria construção social e histórica dos chamados “fatos”.

CE: Na visão de alguns historiadores, mais do que deixar um legado, Getúlio Vargas mora em nossa alma, isto é, contribuiu para a própria criação de nossa identidade como povo e país. E por isso Fernando Henrique Cardoso fracassou em tentar desmontar a Era Vargas. O que o senhor pensa sobre isso?
LN: Como bem escreveu Boris Fausto na quarta capa do primeiro volume da biografia, Getúlio Vargas é, “para o bem e para o mal”, o personagem mais importante da história republicana brasileira. Na quarta capa do segundo volume, o próprio Fernando Henrique Cardoso reconheceu Getúlio como um “estadista”, a despeito do que se pense sobre ele a sua forma de governar e fazer política.

CE: A figura de Lula é muitas vezes comparada à de Getúlio. Como o senhor vê essa comparação?

LN: Não há dúvidas de que, um e outro, Lula e Getúlio, até que se prove o contrário, foram os líderes políticos de maior expressão popular na história do País. Mas é curioso notar que Lula, no período de líder sindicalista, era um antigetulista ferrenho. Então criticava, de forma veemente, a herança histórica dos sindicatos pelegos e atrelados ao Estado, típicos da Era Vargas. Mais tarde, porém, já como presidente, tentou mimetizar a figura nacionalista do Getúlio criador de Volta Redonda e da Petrobras. A foto de Lula com a mão tisnada de petróleo, na época do anúncio do pré-sal, é o melhor exemplo disso. Aquilo era um decalque de outra imagem, a de Getúlio, com a mão estendida e também suja de petróleo, na época da fundação da Petrobras.

CE: Que imagem o senhor carrega de Getúlio Vargas nos tempos da escola?
LN: Em meus tempos de escola, vivíamos uma ditadura militar, que buscava desconstruir por completo a imagem de Getúlio e de seu principal herdeiro político, Jango. Já na universidade, nos tempos da abertura política, meus professores marxistas também procuravam reduzir a figura complexa do ex-presidente ao ditador do Estado Novo, negando-lhe qualquer virtude ou mérito.

CE: Essa imagem mudou após a produção da biografia? Em que sentido?

LN: Creio que os cinco anos de trabalho nessa biografia ajudaram-me a compreender que é inútil tentar analisar Getúlio a partir de uma visão simplista. A perspectiva ingênua e quase devocional dos getulistas mais sinceros é tão parcial e equivocada quanto a ira dos antivarguistas mais empedernidos.

CE: O que mais o surpreendeu sobre essa figura histórica durante o processo de pesquisa e produção dos volumes da biografia?
LN: Não digo que tenha sido exatamente uma surpresa, mas fascina-me a constatação de que até hoje, 60 anos após sua morte, Getúlio continue gerando tanta paixão, tantos amores e ódios extremados.

CE: Seus livros também se tornaram um grande sucesso comercial, inclusive figurando na lista dos mais vendidos em livrarias. Em sua opinião, por que Vargas e sua biografia ainda chamam tanta atenção do público brasileiro?
LN: Exatamente pelo fato de continuar dividindo opiniões de forma tão apaixonada. A controvérsia a respeito de Getúlio e de seu legado continua atualíssima.

CE: No site promocional dos livros, há uma enquete que pergunta “Para você, quem foi Getúlio?” Gostaria de estender essa pergunta ao senhor: quem foi, afinal, Getúlio Vargas?
LN: Uma das opções à pergunta, na enquete, diz que Getúlio, por sua complexidade, não pode ser definido em uma única frase. Se eu tivesse de responder à minha própria pergunta, cravaria esta opção.

Publicado na edição 89, de agosto de 2014
http://www.cartanaescola.com.br/single/show/386

Candidata do PSB à Presidência, Marina Silva


Eleições: Marina perde metade dos apoios estaduais fechados por Campos

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, deve perder ou abrir mão de cerca de metade dos palanques estaduais que tinham sido articulados por seu antecessor no posto, Eduardo Campos.

O ex-governador de Pernambuco, que morreu em um acidente aéreo, havia negociado apoios em todos os Estados. Dos 27 acordos fechados por ele, ao menos 14 devem naufragar com a substituição da candidatura.

Nesses locais, ou as alianças foram fechadas contra a vontade de Marina –que defendia candidatura própria–ou são protagonizadas por políticos que atuam em campo completamente diverso ao da ex-senadora.

Há ainda o risco de a campanha ficar esquálida em colégios eleitorais importantes, com a defecção de puxadores de votos que desistiram de disputar cargos após a morte de Campos.

Foi o que ocorreu em Minas Gerais, onde o candidato a governador do PSB, Tarcísio Delgado, não alcança dois dígitos. Os pessebistas, então, apostavam na candidatura de Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, para assegurar uma boa bancada de deputados federais, e, por consequência, divulgar a candidatura presidencial. Mas ele desistiu de concorrer...

"Nada neste partido [PSB] me interessa. O que me interessava caiu de avião", disse, ao explicar a decisão.

HERANÇA

Adversários de Marina esperam herdar parte do capital político que está se afastando da ex-senadora.

O PSDB, por exemplo, acredita que "naturalmente" deve haver uma aproximação maior entre seu candidato, Aécio Neves (MG), e candidatos de Estados como Mato Grosso do Sul, Alagoas e Santa Catarina.

Neste último, Campos havia costurado um acordo para que Paulo Bauer (PSDB) mantivesse um palanque duplo, indicando o candidato a senador da coligação, Paulo Bornhausen (PSB).

O pessebista tem dito que a coligação continuará ajudando Marina. Ele foi a uma das reuniões que o partido fez em Brasília que decidiu o futuro da campanha presidencial –mas ficou do lado de fora da sala onde foram tomadas as resoluções.

Há ainda dificuldades ideológicas no alinhamento de Marina com candidatos defendidos por Campos no resto do país. No Mato Grosso do Sul, Nelson Trad Filho (PMDB) havia feito um acordo com Eduardo Campos, que indicou a candidata a vice na chapa do peemedebista.

Muito ligado ao agronegócio, Nelson Trad encontra resistência entre os marineiros, e, por sua vez, teme a resistência de seus aliados e financiadores a Marina.

A escolha do novo vice de Marina, Beto Albuquerque, deputado gaúcho com trânsito entre os ruralistas, foi vista como uma tentativa da ex-senadora de facilitar o contato com esse grupo ou ao menos reduzir a antipatia do setor à sua candidatura.




Fonte: Por DANIELA LIMA, DIÓGENES CAMPANHA, PATRÍCIA BRITTO e FELIPE BÄCHTOLD, portal UOL . - 24/08/2014

Petrobras: Laranja de diretor recebeu R$17 milhões de 16 fornecedoras da estatal




Provas obtidas por ÉPOCA revelam uma longa – e inédita – lista de empresas suspeitas de pagar propina a Paulo Roberto Costa: empreiteiras, empresa de lixo, empresa de tecnologia, empresa de equipamentos e distribuidoras de combustível.

As provas da nova fase da operação Lava-Jato, deflagrada nesta sexta-feira (22) pela Polícia Federal e por uma força-tarefa do Ministério Público Federal, são devastadoras para o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e para as empreiteiras acusadas de pagar propina a ele. ÉPOCA obteve acesso exclusivo à íntegra dos documentos (confira trechos abaixo do material produzido pelo MPF). São relatórios da Receita Federal e do MPF. Neles, os investigadores devassam o sigilo fiscal das empresas de Paulo Roberto, de seus familiares e de laranjas associados a eles. Dos documentos, desfia-se uma teia de 18 empresas de “consultoria”, todas ligadas a Paulo Roberto. Elas receberam R$ 17,3 milhões de 13 empreiteiras – quatro delas ainda não haviam aparecido como suspeitas de integrar o esquema. Não são somente empreiteiras. Agora, surgem também entre as suspeitas uma empresa de lixo, outra de tecnologia e uma terceira de equipamentos, além de distribuidoras de combustível. Todas essas empresas ganharam contratos com a Petrobras até 2012, quando Paulo Roberto ainda era diretor da estatal...

Até agora, sabia-se que Paulo Roberto recebera R$ 7,5 milhões de quase duas dezenas de empreiteiras – além de guardar, ao menos, US$ 23 milhões em contas secretas na Suíça. Havia, ainda, as demais contas dele em paraísos fiscais e o dinheiro repassado pelo doleiro Alberto Youssef. Agora, o esquema parece não ter fim. Quanto mais a investigação avança, mais camadas aparecem – empresas de fachada, empreiteiras, laranjas e dinheiro sujo. Para obter ainda mais provas sobre o esquema de Paulo Roberto, os procuradores da força-tarefa pediram à Justiça Federal a busca por documentos em endereços ligados a ele. A PF cumpriu os mandados de busca e apreensão desta sexta-feira (22), no Rio de Janeiro. Vasculharam-se casas e escritórios das filhas e dos genros de Paulo Roberto. Os policiais também apreenderam documentos com o homem considerado o principal laranja dele: Marcelo Barboza Daniel. A operação de hoje tinha um objetivo secundário: fazer Paulo Roberto falar. Deu certo. Ele avisou que pretende contar o que sabe. Uma possível delação premiada deverá demorar, porém. As autoridades precisam se convencer de que Paulo Roberto entregará mesmo tudo o que sabe. E a Justiça terá de homologar o acordo.

Os procuradores da força-tarefa são contundentes. “Há fortes indícios de que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef atuaram em conjunto para beneficiar empresas, incluindo empreiteiras, em prejuízo da Petrobras, recebendo propina para tanto. A propina não era recebida diretamente, mas mediante empresas interpostas”, escrevem eles. “Identificaram-se outras empresas e pessoa física, contras as quais há indícios de que participaram do esquema de desvio e lavagem de bens oriundos da Petrobras e de outros bens públicos.”


Reprodução do documento produzido pela força-tarefa do Ministério Público Federal (Foto: reprodução).

A pessoa física chama-se Marcelo Barboza. Amigo e, segundo o MPF, laranja de Paulo Roberto, Barboza é sócio de três empresas de consultoria que receberam dinheiro das empreiteiras. Numa delas, divide o comando com Humberto Mesquita, um dos genros de Paulo Roberto. Mesquita ajudava na contabilidade e na distribuição do dinheiro recebido das fornecedoras da Petrobras. Barboza era aliado de Mesquita. Suas empresas representam um novo núcleo de investigação das ramificações financeiras do esquema de Paulo Roberto na Petrobras.

Entre 2010 e 2013, Barboza obteve “espantoso crescimento patrimonial”, dizem os procuradores. Em 2012, após receber milhões das empreiteiras, "doou" R$ 1 milhão a Mesquita. Também "emprestou" R$ 1,9 milhão a Paulo Roberto, segundo a investigação. Uma análise dos auditores da Receita deixa evidente o caminho do dinheiro. Ele saía das empreiteiras que fechavam contrato com a Petrobras, era repassado às empresas de consultoria de Barboza e, em seguida, encaminhado a Paulo Roberto. É o mesmo expediente usado nos demais núcleos da organização criminosa. Um deles era controlado pelo doleiro Youssef; o outro, por familiares de Paulo Roberto. “Suspeita-se que tais supostos negócios jurídicos de ‘empréstimo’ e ‘doação’, de todo não usuais, serviram na verdade para justificar a transferência de valores recebidos pelas pessoas jurídicas de Marcelo Barboza Daniel de construtoras e empresas do setor petroquímico, valores que consistiriam no pagamento de propina para Paulo Roberto Costa na facilitação ou condição para a realização de contratos com a Petrobras.”

As quatro empreiteiras que ainda não haviam sido envolvidas no esquema são a Tomé Engenharia, a Barbosa Mello, a Construtami e o Consórcio Confidere-Racional. O dinheiro era pago às empresas de Barboza. Uma delas, a BAS Consultoria, teve como única fonte de renda, em 2011 e 2012, os pagamentos da empreiteira Alusa. Foram R$ 5,7 milhões. Em 2013, quando Paulo Roberto já não estava mais no cargo, a empresa de Barboza nada recebeu. A Alusa, ao lado de empresas parceiras, vencera duas licitações grandiosas na área de Paulo Roberto. Uma, de R$ 671,7 milhões, na refinaria de Abreu e Lima, em 2010. Outra, no valor de R$ 235 milhões, na refinaria Comperj, em 2011. Auditores da Petrobras encontraram irregularidades no contrato da Alusa na Abreu e Lima. Procurada, a Alusa não se manifestou.

A lista de empresas e valores ocupa numerosas páginas dos relatórios. A Pragmática Consultoria, de Mesquita e Barboza, teve como fonte de renda contratos com a Petrobras (conforme revelou ÉPOCA) e a construtora Estre Ambiental. A Pragmática recebeu R$ 3 milhões da Estre. A Estre, é claro, também tem contratos com a Petrobras. Outra empresa de Barboza, a MR Pragmática, recebeu dinheiro da Cavo, da Estre Ambiental e da Alusa. A Cavo é uma empresa de lixo. Tinha contrato com a Petrobras, para tratar resíduos. Pagou R$ 331 mil à MR Pragmática, em 2011. A Verssales, mais um dos canais de pagamento de Barboza, recebeu dinheiro da Tomé Engenharia, da Construtami e da Barbosa Mello. A empresa de tecnologia B2BR, que tem um grande contrato com a Petrobras, também pagou. Assim como a Ipeoleo, uma distribuidora de combustível.

A B & X Consultoria, empresa de Barboza com Arianna Bachmann, uma das filhas de Paulo Roberto, recebeu R$ 243 mil da Confidere, empreiteira que ajudou a construir a nova sede da BR Distribuidora. Arianna, por meio da empresa Bachmann Representações, recebeu, entre 2010 e 2012, R$ 204 mil do Estaleiro Atlântico Sul, um consórcio entre Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. A Bachmann Representações não tem nenhum empregado. “Parece extraordinário, realmente, que as principais fontes pagadoras de empresas vinculadas a parentes de Paulo Roberto sejam fornecedores da Petrobras, recebendo desta polposos (sic) pagamentos”, dizem os procuradores. Assim como o laranja Barboza, o genro Mesquita teve um “vertiginoso acréscimo patrimonial” quando Paulo Roberto comandava a Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

O Consórcio Confidere-Racional não respondeu às perguntas enviadas por ÉPOCA sobre os pagamentos feitos à B & X Consultoria. Enviou apenas uma nota, em que afirma: “O consórcio informa que não recebeu e não tem qualquer informação oficial a respeito do caso. Reitera, no entanto, que sempre atuou de acordo com a lei e dentro das melhores práticas de transparência e governança”. O grupo Estre Ambiental afirma, por meio de nota, que suas empresas contrataram a consultoria Pragmática em 2010 e 2011 para fazer o “redesenho de processos, integração de sistemas de gestão e automatização de balanças com objetivo de aprimorar o controle de recebimento de resíduos sólidos em seus aterros sanitários”. Procuradas, as empresas Tomé Engenharia e a Construtora Barbosa Mello não se manifestaram. O Estaleiro Atlântico Sul não respondeu às ligações. As demais empresas não foram localizadas.

Fonte: Por DIEGO ESCOSTEGUY, COM MARCELO ROCHA, MURILO RAMOS e LEANDRO LOYOLA - revista Época - 24/08/2014 

Opinião: O fim do mundo e a Caixa de Pandora

Opinião: O fim do mundo e a Caixa de Pandora

Após períodos de visível selvageria traçados pelas guerras mundiais, o mundo despertou para as descobertas da Tecnologia como a Internet e seus conseqüentes benefícios.

Num mundo contaminado pela esperteza dos gananciosos e a dissoluta epidemia da violência, tem-se a impressão que a maioria da sociedade perdeu a noção do senso e bandeou-se para os escaninhos do mal.

Multiplicam-se os crimes de toda ordem. Fragiliza-se a confiança nas instituições mais sérias. O cidadão comum sente-se ameaçado sem a devida proteção e segurança, direitos que a própria constituição lhe estabelece e, surpreendentemente, os que deviam ser padrões de comportamento e moralidade agem em completo desacordo com a lei...

O que realmente está acontecendo com a humanidade? Que tempo é esse, que promove tanta desídia e deixa todos atônitos diante da facilidade com que muitos se aliam ao erro, contrapondo-se ao desiderato de que fomos criados à semelhança de Deus e nos destinamos às estrelas?

As discussões em busca de respostas vão desde o problema da impunidade, passando pela desagregação familiar, até à mudança de gradação do nível de inteligência dos indivíduos que jornadeiam na Terra a atual experiência humana.

De tempos em tempos, o Planeta recebe uma legião de criaturas destinadas a projetarem – e se projetarem – em favor do progresso social. Na Idade Média, a contrapor-se com o obscurantismo da época, uma leva de gênios aportou na dimensão terrena e promoveu o desenvolvimento de todas as artes pelo Renascimento.

Mais recentemente, após períodos de visível selvageria traçados pelas guerras mundiais, o mundo despertou para as descobertas da Tecnologia como a Internet e seus conseqüentes benefícios.

Mas em meio a esses avanços surge, no final do milênio, uma geração completamente dissociada de todo sentido ético e da prática do bem. Entregam-se ao vício com uma facilidade inimaginável. E ficam dependentes delas.

Alguns líderes espirituais como Divaldo Franco, do movimento espírita brasileiro, dizem que estamos no limiar da grande transição em que o Planeta passará de mundo de provas e expiações para um novo modelo onde o mal, gradativamente, irá desaparecer. Benza Deus!

Entre os esotéricos e seguidores do budismo, há interpretações de que tudo isso é parte de um programa ascensional da engenharia sideral para que se cumpra etapas de evolução terrena. Assim pensa a monja Coen Sensei, com quem conversamos recentemente. Seria, numa visão cristã, o cumprimento das promessas citadas no livro Apocalipse.

Fora dessa seara, discute-se o papel da Justiça. O que ela faz, neste momento, em favor da recuperação daqueles que cometem delitos e são lançados dentro de um sistema penitenciário que não oferece nenhuma resposta convincente de recuperação. O sistema faliu.

"Basta ver que o número de presos triplicou nos últimos anos. Até 2012, de cada 262 brasileiros adultos , um estava na cadeia. Em 1995 a proporção era de um prisioneiro para cada 627 adultos. Até aquele ano tínhamos a terceira maior taxa de presos entre os 10 países mais populosos. 98 por cento desses presos são oriundos de famílias pobres. E a maioria jovens."*

Qual é a saída para evitar que a situação se agrave ainda mais? O projeto de recuperação passa por uma reavalição crítica da própria Nação. Compete elegermos homens vocacionados ao que é certo. Alterar a postura de vida de todos nós. Sermos exemplos. Evitarmos à associação com atitudes que geram vícios e tormentos. Buscar reiteradamente a prática do bem. Educar as novas gerações a não serem individualistas, escravas do consumo e buscar incrementar idéias plurais, para que não insistamos em denegrir o meio ambiente, desvalorizando as pessoas à custa da arrogância, do fanatismo religioso e dos preconceitos de toda ordem.

Esse é o princípio. O meio será dado por cada um que se dispuser a engrossar essa campanha para a sobrevivência do próprio Planeta. Se cada um de nós cumprir com a sua parte, evitar-se-á o indesejável fim. Evidentemente que, na caixa de Pandora da humanidade, a Esperança floresce.

"E ela floresceu"**

*redação do blog

**redação do blog

Fonte: Por NONATO ALBUQUERQUE / Redação - 17/08/2014