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                  » »Unlabelled » O bom e velho jeitinho brasileiro
                  Will


                  Suzano Almeida
                  Especial para o Jornal de Brasília




                  Se há um representante da malandragem brasileira conhecido mundialmente é o Zé Carioca. Criado na década de 1940 por Walt Disney para homenagear o chargista J. Carlos, o personagem se tornou símbolo de malícia pela forma como dava o velho e bom “jeitinho” para se safar das confusões que arrumava.

                  O tal do jeitinho, que tornou o papagaio brasileiro famoso, se transformou em objeto de estudo do Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da Escola de Direito de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (CPJA/FGV) e revelou que 82% dos brasileiros acreditam ser fácil desobedecer a lei, e 79% sempre apelam para o jeitinho quando necessário.

                  O objetivo do Índice de Percepção do Cumprimento da Lei (IPCL Brasil) é avaliar a obediência do brasileiro às leis e às autoridades. A pesquisa feita no DF e em sete estados é baseada na percepção e na frequência com que os entrevistados afirmam ter violado as regras e leis.

                  Variações

                  Para a professora Maria Stela Grossi Porto, do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), os índices apresentados pelo estudo variam entre as classes sociais e suas situações. “Determinada parcela da população se torna perseguida e incluídas como suspeitas em determinadas situações. A ideia de jeitinho está ligada às diferenças sociais. Para se safar de alguma situação elas usam da conversa e do convencimento, ”explica.

                  De acordo com a pesquisa, 54% dos entrevistados acreditam existir poucas razões para obedecer as leis. Na avaliação apresentada no relatório, o brasileiro ainda precisa de justificativas para cumpri-las. “Muitas vezes, as leis não funcionam por questões como inconstitucionalidade ou porque são populistas, apenas para agradar os eleitores. Outras não estão de acordo com os valores da sociedade ou não são aceitas pelo excesso de rigor”, diz.

                  Futebol

                  Na Rodoviária do Plano Piloto, uma grande aglomeração de pessoas chamou a atenção. Eram dezenas de pessoas assistindo a um jogo de futebol. Ao serem perguntados sobre quem estava dando um jeitinho de fugir do trabalho para estar ali assistindo ao jogo, um homem brincou: “Tem que ver quem não está”. Ninguém quis dar entrevista, para que o chefe não soubesse da “escapadinha”, mas até quem estava de atestado médico melhorou para assistir à partida.

                  Pirataria e Lei Seca estão na lista

                  O estudo apresentou resultados preocupantes, que revelam que as pessoas não acreditam na eficiência da Justiça, e por isso não obedecem as leis – como a ilegalidade ao comprar produtos pirateados. Apenas 54% das pessoas acreditam que podem ser punidas ao comprar de CDs e DVDs que não sejam originais. O percentual aumenta quando a questão é o pagamento de propina a policiais: 69%. Entre os itens listados, lideram a pesquisa levar itens baratos de uma loja sem pagar; dirigir sob efeito de álcool e estacionar em local proibido.

                  A professora da UnB Maria Stela Grossi explica que a crença da impunidade está ligada à cultura brasileira, que trata os iguais de forma desigual. “Existem ditos populares, como ‘aos amigos tudo, e aos inimigos a lei’, que revelam uma sociedade desigual. As coisas acontecem porque se acha a lei muito branda”, diz a professora, que continua: “Já existem muitas leis, o que falta e comprovar a eficácia delas”.

                  Estereótipos

                  Como o Zé Carioca, o brasileiro é conhecido pela ginga que vence as dificuldades da vida. Festas, alegria e malandragem se disseminaram pelo mundo desde a Segunda Guerra Mundial, quando foi criado o personagem dos estúdios Disney para aproximar americanos a países aos quais eles queriam se aproximar, até os dias de hoje.


                  Porém, esse lado brasileiro acabou marginalizando aqueles que saem do Brasil para viver pelo mundo. “Fora do País, se vê o brasileiro como pessoas alegres, festivas, mas também como desordeiros e sempre dispostos a infringir leis”, salienta a socióloga.

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                  Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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