Cecília de Castro
Publicação: 23/10/2009 13:40 Atualização: 23/10/2009 15:55
A decisão do secretário de Saúde do Distrito Federal, Augusto Carvalho, de exonerar o chefe de equipe do pronto-socorro do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) é considerada precipitada pelo diretor do hospital Joaquim Barros Neto. Para o médico, tudo não passou de um erro na datilografia do documento enviado ao Corpo de Bombeiros do DF e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O ex-chefe do pronto-socorro foi exonerado do cargo nesta quinta-feira (22/10), depois de enviar um comunicado aos bombeiros e ao Samu informando que o atendimento de novos pacientes estaria suspenso, devido a falta de profissionais. Barros Neto pretende pedir ao secretário o cargo comissionado de volta ao médico. Segundo o diretor do HRT, o chefe de equipe do pronto-socorro solicitou a uma funcionária para digitar o ofício, e por um descuído acabou deixando passar “uma palavra” que foi mal interpretada. “O que ele queria era um contato prévio dos bombeiros e do Samu para ver se havia condições de atendimento, caso não, o hospital solicitaria que o paciente fosse transferido para outra unidade”, defendeu Barros Neto. Ele ainda acredita que o fato foi um caso isolado. “Um médico nunca pode negar atendimento, e ele está cansado de saber disso. Se fosse o caso atenderíamos até no chão”, completou.
De volta ao cargo
Barros Neto vai tentar reaver o cargo comissionado do médico. “Não tenho dúvida que isso será esclarecido. Ele nunca faltou, tem a ficha limpa, é antigo na Fundação e está perto de se aposentar”, disse ainda Barros Neto. Ele ainda afirmou que vai esparar a “poeira abaixar” para fazer o pedido ao secretário de Saúde. “Respeito hierarquia, se ele negar reaver o cargo vou acatar a decisão”. Ele ainda observou que no dia do ocorrido, um dos dois clínicos que atendem no pronto-socorro se acidentou e, com isso, não pode comparecer ao hospital. “Não havia pacientes em estado grave. Muitos só fazem barulho nas emergencias, 90% deles são encaminhados ao atendimento básico, e isso tem lotado os hospitais. O certo é essas pessoas procurarem um centro de saúde”, explica.
Atendimento
Atualmente, o HRT atende 24 mil pessoas por mês no pronto-socorro. “Destes 30% são moradores de Taguatinga, o restante vem de Ceilândia, Samambaia, Brazlândia, Águas Lindas, entre outras regiões”. Diariamente, cerca de 160 pessoas nos turnos da manhã e tarde são encaminhadas a um dos oito centros de saúde localizados em Taguatinga.
“Até o fim do mês o hospital vai receber oito clínicos e três cardiologistas para melhorar o atendimento”. De acordo com o diretor do hospital, na falta do chefe de equipe do pronto-socorro ele teve que assumir o cargo. O ex-chefe de equipe continua exercendo as funções de médico no hospital.
SAÚDE NO DF
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