
Desde o início deste mês os alunos de natação de todos os oito Centros Olímpicos do Distrito Federal estão sem praticar o esporte. A suspensão das aulas ocorreu porque o contrato com a empresa responsável por fazer a manutenção das piscinas venceu e uma nova licitação está sendo realizada. A estimativa é de que as atividades voltem ao normal até o final de abril.
De acordo com a gerente pedagógica do Centro de Ceilândia, Erondina Macedo, pelo menos 400 alunos praticam a natação só naquele centro. “Mesmo com a suspensão das aulas, nenhum aluno foi prejudicado, todos foram remanejados para outras modalidades”, afirma.
Mesmo com o remanejamento, os alunos da natação torcem pelo retorno das aulas. “Eu adoro fazer natação, mas agora estou fazendo vôlei. É bom, diferente e pelo menos eu estou fazendo alguma coisa, mas prefiro natação. Tomara que limpem a piscina logo”, disse o pequeno atleta João de Souza, de 9 anos.
Em nota, a Secretaria de Esporte informou que “está trabalhando para que tudo ocorra o mais rápido possível e afirma que nenhum aluno será prejudicado durante o processo de licitação”.
Já a Secretaria de Planejamento e Orçamento do Distrito Federal (Seplan), responsável por este processo, disse que “o pedido de abertura de licitação para manutenção dos Centros Olímpicos chegou à Subsecretaria de Licitações e Compras da Seplan, no dia 08 de março”.
Ainda segundo a nota enviada pela assessoria do órgão, os recursos orçamentários para a manutenção dos Centros Olímpicos foram liberados pela Secretaria, desde o início de março (dias 02 e 12/3). A Seplan informa que “caso haja necessidade de novos recursos, a Secretaria fará novas liberações”.
Para os pais dos alunos, a paralisação é um transtorno. “Eu acho um descaso, eles deveriam mandar pelos menos um bilhete avisando. Só fiquei sabendo que a minha filha não está fazendo natação porque ela me contou ontem que está tendo que fazer outras atividades”, disse Francisca Araújo, mãe de Sâmia Mariana, de 11 anos.
A menina pratica o esporte no local há dois anos e essa foi a primeira vez que deixou de nadar desde que se matriculou no centro. “Eu prefiro a natação, mas estou fazendo outras aulas”, contou.
Agora, os alunos precisam esperar até que o processo licitatório seja concluído para que as aulas voltem ao normal. Em Ceilândia, a parte aquática oferece aulas de natação, hidroginástica e aulas para deficientes físicos. A expectativa da Seplan é de que “os centros deverão estar em pleno funcionamento até o final de abril”.
Centros
De acordo com o diretor do centro olímpico de Ceilândia, Edson Rogério, apenas a natação está com as atividades paralisadas, as outras modalidades seguem o cronograma normalmente. “Nós oferecemos 18 modalidades no centro e todo mês surgem novas vagas”, disse.
Edson conta ainda que todos os esportes possuem o monitoramento de professores e estagiários. “Existem turmas que tem mais de um professor. No caso das modalidades oferecidas para idosos e deficientes, por exemplo, chegamos a ter quatro professores em uma só”.
Segundo a Secretaria de Esportes, pelo menos 15 mil alunos praticam aulas em todos os centros olímpicos do DF por mês. Só em Ceilândia são 2,4 mil alunos.
Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br







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