Sheila Oliveira
sheila.oliveira@jornaldebrasilia.com.br

Os bancos não servem para os moradores ou visitantes se sentarem, mas sim de outdoors de propaganda. A Agência de Fiscalização (Agefis) foi informada da situação, passou a investigar o número dessas construções em praças espalhadas pelo DF e descobriu que são mais de 1,4 mil. Apenas em Taguatinga existem mais de 500 e em Samambaia foram instalados 417. Em Ceilândia boa parte deles já foi retirada, eram 400, mas a própria Administração Regional removeu 300.
Segundo levantamento da Agefis, o empresário autorizado a construir os bancos lucra até R$ 450 ao ano por anúncio em cada banco. De acordo com a agência, as administrações regionais das cidades permitiram a instalação desses assentos em 2005. O processo para a construção dos bancos, no entanto, exige licitação, por conta da ocupação por área pública.
A publicidade dos bancos também é considerada ilegal e alguns anunciantes já foram notificados e têm até cinco dias para retirá-la, informou a Agefis. Caso contrário, podem pagar multa entre R$ 350 e R$ 5 mil. O empresário também será punido. Procurado pela reportagem do Jornal de Brasília, o responsável pela empresa preferiu não se pronunciar sobre o caso.
De acordo com o administrador de Samambaia, Risomar Carvalho, o empresário informou que irá recorrer da decisão da Agefis. “Ele compareceu à administração com um documento de autorização para a instalação dos bancos. Mas estamos providenciando a anulação desse termo”, explicou.
Para a moradora de Samambaia Aparecida Cardoso, 48 anos, o dinheiro arrecadado com publicidade deve ser devolvido à população. “O governo deve exigir o dinheiro de volta e doar para creches. É um absurdo um banco como esse. Todo mundo percebe que não foi feito para sentar, mas sim para servir como propaganda. Eles são todos voltados para a pista”, observou.
sheila.oliveira@jornaldebrasilia.com.br

Imagine um banco de praça no meio de uma rotatória de trânsito, conhecida também como balão. A situação existe e tira o sono dos administradores regionais de Samambaia, Santa Maria, Ceilândia, Recanto das Emas e Taguatinga desde o ano passado, segundo afirmam alguns deles.
Os bancos não servem para os moradores ou visitantes se sentarem, mas sim de outdoors de propaganda. A Agência de Fiscalização (Agefis) foi informada da situação, passou a investigar o número dessas construções em praças espalhadas pelo DF e descobriu que são mais de 1,4 mil. Apenas em Taguatinga existem mais de 500 e em Samambaia foram instalados 417. Em Ceilândia boa parte deles já foi retirada, eram 400, mas a própria Administração Regional removeu 300.
Segundo levantamento da Agefis, o empresário autorizado a construir os bancos lucra até R$ 450 ao ano por anúncio em cada banco. De acordo com a agência, as administrações regionais das cidades permitiram a instalação desses assentos em 2005. O processo para a construção dos bancos, no entanto, exige licitação, por conta da ocupação por área pública.
A publicidade dos bancos também é considerada ilegal e alguns anunciantes já foram notificados e têm até cinco dias para retirá-la, informou a Agefis. Caso contrário, podem pagar multa entre R$ 350 e R$ 5 mil. O empresário também será punido. Procurado pela reportagem do Jornal de Brasília, o responsável pela empresa preferiu não se pronunciar sobre o caso.
De acordo com o administrador de Samambaia, Risomar Carvalho, o empresário informou que irá recorrer da decisão da Agefis. “Ele compareceu à administração com um documento de autorização para a instalação dos bancos. Mas estamos providenciando a anulação desse termo”, explicou.
Para a moradora de Samambaia Aparecida Cardoso, 48 anos, o dinheiro arrecadado com publicidade deve ser devolvido à população. “O governo deve exigir o dinheiro de volta e doar para creches. É um absurdo um banco como esse. Todo mundo percebe que não foi feito para sentar, mas sim para servir como propaganda. Eles são todos voltados para a pista”, observou.
Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (16) do Jornal de Brasília.
Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br







Nenhum comentário: