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quarta-feira, 20 de março de 2013

Polícia prende presidente e ex-presidente e outros dois pastores da igreja Maranata





Pelo menos seis testemunhas foram coagidas por membros da cúpula da Igreja Maranata para que mudassem o depoimento nas investigações sobre desvio de dinheiro do dízimo pago pelos fiéis. A afirmação é do promotor Paulo Panaro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, que investiga as denúncias.

Em entrevista à Rádio CBN Vitória, na manhã desta terça-feira (12), o promotor informou que, além das testemunhas, investigadores, promotores e até juízes alegaram ter sofridos ameças indiretas de pessoas ligadas à Igreja Maranata.

Uma das testemunhas afirmou em depoimento prestado ao Gaeco que foi convidado a alterar o discurso porque estaria atrapalhando a vida de muitas pessoas. Segundo o promotor, a testemunha ainda confirmou que, ao ser confrontado por um membro da igreja, havia uma arma sobre a mesa para intimidá-lo. "Se fizeram isso com juízes, imagine o que não fazem comigo", disse a testemunha em depoimento.

Paulo Panaro disse que os membros da cúpula da Igreja Maranata se utilizam do poder administrativo que possuem e da credulidade dos fiéis para alterar os depoimentos. "O que você está fazendo não está bom. Está prejudicando fulano e sicrano. Ficaria melhor se você puder ir lá e mudar o depoimento", narrou Panaro, sobre um trecho de um depoimento de uma testemunha coagida.

Segundo o promotor Paulo Panaro, às investigações vão continuar pelo tempo que for necessário. "Os membros da Igreja Maranata detidos nesta terça-feira, entre eles o atual presidente, Elson Pedro dos Reis, o ex-presidente Gedelti Gueiros e outros dois pastores, Amadeu Loureiro e Carlos Itamar Coelho, estão envolvidos nas coações de testemunhas", disse o promotor.



Nas tentativas de coação a integrantes do Ministério Público, os acusados tentavam, diplomaticamente, como ressaltou o promotor, convencê-los a mudá-los o procedimento de investigação. "Eles tentaram coagir, mas um promotor ou qualquer outra pessoa do órgão não são ignorantes e conseguiram detectar estas tentativas de fraudes nos inquéritos".

Com a detenção dos líderes, o Gaeco aguarda uma indicação de um nome, que deverá passar por apreciação da Justiça, para que administre a instituição pelo período de afastamento dos atuais líderes. Todos os envolvidos foram detidos preventivamente e às detenções não deverão ser longas. "Acredito que não fiquem muito presos, pelo poder de ingerência que a instituição tem em nível municipal, estadual e federal. Acreditamos e queremos que dure o tempo que for necessário. Enquanto mantiverem coações a terceiros, as prisões serão mantidas", concluiu Panaro.


O Ministério Público do Estado destaca, em nota oficial, que "as autoridades responsáveis pelas apurações verificaram que tais condutas foram levadas à efeito objetivando interesses dos investigados em obter situação favorável no âmbito das investigações, intimidando testemunhas e autoridades e dificultando o correto andamento dos trabalhos relativos à desarticulação de um grupo de pessoas, que aproveitando-se do bom nome da Igreja Cristã Maranata (ICM), vem praticando ilícitos, como por exemplo, estelionato, falsidades, tráfico de influência, desvio de erário, lavagem de dinheiro, dentre outros.

Com as prisões, a Justiça busca preservar a vida e incolumidade física e psíquica de testemunhas e autoridades Judiciais, do Ministério Público e da Polícia, todas envolvidas no caso, permitindo o curso livre e desembaraçado dos procedimentos e impedindo afrontas aos poderes constituídos, às leis e a Justiça.

A operação consistiu, ainda, no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, sendo que todo o material arrecadado será analisado e os presos, juntamente com novas testemunhas, serão ouvidos pelo MPES nos próximos dias.

O MPES finaliza destacando que a ação desta terça-feira não tem como intenção macular a imagem da Igreja Cristã Maranata, ao contrário, respeita-se integralmente a liberdade de crença, direito constitucional de exercício ao culto religioso.

Quem são os presos?

Elson Pedro dos Reis: pastor e atual presidente da igreja Maranata. Ele foi indicado pela própria igreja como interventor, assumiu a presidência no final do ano passado, quando o então presidente Gedelti Gueiros foi afastado do cargo pela Justiça.

Gedelti Gueiros: pastor, ex-presidente e um dos fundadores da igreja Maranata.

Amadeu Loureiro: pastor, médico e faz parte da cúpula da igreja Maranata.

Carlos Itamar Coelho: pastor, advogado e também faz parte da cúpula da Igreja Maranata.


Fonte Gazeta Online

Fonte ► http://www.hospitaldalma.com/2013/03/policia-prende-presidente-e-ex.html#ixzz2O6Dacp72


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