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domingo, 21 de outubro de 2012

Investigação Depoimento falso sobre desvio de verba do DF Digital na mira da polícia


Na Operação Firewall, em agosto, foram recolhidos computadores de envolvidos nas supostas irregularidades  (Monique Renne/CB/D.A Press - 2/8/12)

Investigado por peculato e formação de quadrilha, o ex-grão-mestre da instituição maçônica Grande Oriente do DF Jafé Torres pode ser indiciado também por denunciação caluniosa e fraude processual. A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apuram uma ocorrência registrada em março na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), segundo a qual um homem teria informado que foi contratado para encontrar um pistoleiro a fim de matar Jafé. ...

O depoimento, entretanto, acabou alterado no mês passado, quando Carlos (nome fictício) disse aos policiais que fez o relato a pedido de Jafé e de outros três homens para que uma testemunha do inquérito da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), que investiga o ex-grão-mestre por irregularidades na gestão do Programa DF Digital (veja Entenda o caso), perdesse credibilidade.


A suposta denúncia caluniosa e a tentativa de atrapalhar as investigações fizeram com que a Deco e a Promotoria de Fundações pedissem, no mês passado, a prisão preventiva de Jafé Torres, Reginaldo Silva, Stuart do Rêgo e Tasso de Siqueira Ottoni. O pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). “Mas já recorremos. Essas pessoas estão querendo macular provas para atrapalhar as investigações e não serem condenadas”, afirmou o promotor Rogaciano Bezerra Leite Neto. “É importante que eles fiquem presos por tempo indeterminado. Eles querem denegrir as fontes de informações que temos”, acrescentou Rogaciano.


Fonte: Correio Braziliense - 21/10/2012

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