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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

João da Costa afaga PRB de olho no apoio

Após a reunião do comando do PRB com o governador Eduardo Campos (PSB), anteontem, com o discurso de que apoiaria o candidato da Frente Popular, a expectativa era que o encontro dos dirigentes nacional e estadual com o prefeito do Recife, João da Costa (PT), ontem, pavimentasse uma ponte para o apoio da sigla à candidatura do petista, no próximo pleito. No entanto, a antecipação da viagem do presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, acabou resultando no adiamento do encontro, previsto para ser remarcado daqui a 15 dias. Em contrapartida, o gestor petista não poupou gestos de aproximação com o partido da base aliada.

Tentando imprimir um ritmo de recuperação à sua administração, João da Costa também tenta se movimentar do ponto de vista político para atrair apoio. Tanto que, diante da impossibilidade de realizar a reunião, o prefeito marcou presença no 2° Encontro Estadual do PRB e distribuiu elogios ao partido. “A gente já tinha conversado antes e mantemos sempre o diálogo. É um partido grande, que é um importante aliado da presidente Dilma Rousseff (PT) e com quem já temos uma relação de aliados. Tem um vereador que tem sido um ótimo aliado nosso na Câmara (Alfredo Santana). E nós fomos prestigiar o encontro deles”, enalteceu.

Quanto à possibilidade de poder contar com o apoio do partido em 2012, o petista não escondeu a vontade de chegar a um acordo. “Essa questão a gente só vai definir no próximo ano. Como parceiros, a gente conversa. A gente vai acumular conversas e sempre procuramos estar em contato”, assegurou.

O segundo vice-presidente estadual do partido, Renato Cruz, ponderou que o PT precisa primeiro definir o seu candidato para que a legenda possa tratar de aliança. “Não definimos apoio até porque o PT ainda não definiu seu candidato. Como nós vamos declarar apoio a uma candidatura que ainda não foi posta?”, questionou.
O deputado federal João Paulo também esteve presente no encontro do PRB, mas ambos mantiveram distância. “Ali foi um encontro de um partido. Não tinha espaço para conversar direito”, garantiu João da Costa. “Cheguei às 8h e o encontrou demorou a começar. Depois que foi formada a mesa, fui embora”, disse João Paulo. Questionado se houve pelo menos um cumprimento, o deputado foi curto na resposta: “Nós não nos cruzamos”.

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